A coisa mais dificil que ele fez na vida dele foi decidir ir embora
A coisa mais dificil que eu fiz na minha vida, foi deixar ele ir
A coisa mais dificil que ele fez na vida dele foi decidir ir embora
A coisa mais dificil que eu fiz na minha vida, foi deixar ele ir
Parece divertido manter aqui um relato do avanço da minha vida através dos anos.
2022 foi um ano turbulento, porém de uma evolução pessoal absurda e recompensadora.
2023 veio como um ano calmo, para colocar os pingos nos 'i's e dar continuidade no que foi.
Iniciei o ano calma, em paz e trabalhando no Colégio. Pela primeira vez trabalhei aos sábados apenas até 13:30, algo inédito na minha vida todinha. Foi incrível. Eu nunca senti tanta disposição como nesse semestre. A meta de vida agora é trabalhar para não precisar mais financeiramente dos sábados.
Infelizmente, não foi um ano tão paz e amor quanto eu gostaria. No processo, me perdi, e me perdi diversas vezes. A terapia me ajudou muito a manter foco nas fases que eu estava vivendo e a observar os padrões que estavam se repetindo.
Passei a observar a influência negativa que as pessoas tinha na minha energia, em como me influenciavam a ser uma versão de mim que eu não gostei.
Adiantando, foi por causa dos meus colegas tóxicos de trabalhos, e familiares, que decidi que a meta para 2024 seria me afastar dessas pessoas que incentivam um lado meu que eu não gosto.
As pessoas tem sim energia, e a convivência com tais, vai sim contaminar sua vibração. Mofo contamina o que está próximo. Eu não sou salvadora de ninguém e não tenho vontade de salvar essas pessoas. No fim, se tentamos, o vilão somos nós.
2023 também foi o ano de ser rejeitada, mas a rejeição já não dou como havia doido antes. Conforme o tempo foi passando, fui percebendo os motivos de eu ser rejeitada, e também foi ficando claro pra mim o que eu quero pra mim, o tipo de pessoa que quero ao meu lado.
Nesse ano, conheci o Hugo, o stalker da academia haha. Ele me ensinou como eu posso e mereço ser tratada. Ele mostrou uma postura masculina que eu jamais havia visto. E eu me permiti seguir, eu me permiti ser cuidada, eu me permiti ser guiada. E eu adorei.
Em 2022, eu iniciei o processo de aprender a aceitar ajuda. Algo que pra mim era extremamente difícil e inaceitável. Eu fui obrigada a aprender a aceitar a ajuda dos outros sem sentir culpa, morando sozinha, tem coisas que não pra recusar.
Pois em 2023 eu me tornei mestre em agradecer, em aceitar e em dar todo meu amor e coração em troca.
Também foi nesse precioso ano, que meu caminho se cruzou com o de Gabriel, o dom. Ele foi extremamente marcante, porque muito dele me levou de volta pro Pietro e isso foi extremamente assustador. Foram semanas inquieta, com medo e ansiosa por causa dele.
Mas que orgulho de mim, orgulho de perceber que hoje me tornei mais forte e que não cairei novamente na mesma armadilha. Fui capaz de me opor, fui capaz de sair, fui capaz de resistir a sua magia e encanto.
Gabriel é um daqueles seres humano totalmente excêntricos, únicos, talentosos e que veem o mundo com uma olhar mais colorido.
Foi um "impriting", e eu soube no mesmo momento que tanto ele era especial, como ele era meu. E eu era dele. Como se a alma dele já tivesse se cruzado com a minha em alguma outra vida.
Só que eu ser dele, não significa que eu precise ficar com ele.
Podemos ser de alguém e ao mesmo tempo não ser. Eu sabia que eu tinha essa conexão com o Gabriel, ele era meu fogo, e eu o dele.
Mas a gente sabe o que o fogo faz. Ele queima.
Eu aceito tudo nele, menos a parte que não se importa no que dói em mim. O dom que habita nele, não aceita 'não', e eu não vou me apagar de novo por mais ninguém.
Talvez o Pietro tenha vindo para me ensinar a me proteger do mau que o Gabriel poderia ter me causado. Eu teria me anulado totalmente, me submetido totalmente as vontade dele.
E que monstro ele se tornaria sem rédeas? Sem limites? O ego dele é grande mais, e pessoas assim podem ser assustadoras.
Como disse uma influêncer "Alguns amores não foram feitos para serem vividos", e ta tudo bem. Ter a maturidade para perceber isso foi o motivo que mais me deixou orgulhosa em 2023.
Nesse ano também li muuuuuito e que delicia. Li 5 livros de bonds that tie, li a corte de chamas prateadas, li a trilogia do principe cruel, li os 2 livros de é assim que acaba, li o famoso e problemático haunting adeline e trono de vidro.
Que ano gostoso para descobrir fetiches. Algo mais natural, como um traço de personalidade.
Descobri que gosto de homens dominantes, mas que isso só tem graça se eles respeitam meus limites. Afinal, eu sou preciosa pra eles.
Descobri como me sentia sozinha, e como o Hugo ocupou um espaço enorme em mim e na minha vida.
2023 terminou comigo gelada, sem conseguir gostar de ninguém, sem ser capaz de me entregar, e me importando cada vez menos se vou encontrar alguém.
Para a Barbara do futuro que irá encontrar nesse texto, nostalgia, conforto ou o que precisar.
O ano de 2022 iniciou com uma esperança de mudança, que, infelizmente não veio. Quer dizer, veio parcialmente, de forma totalmente inesperada.
A Fernanda estava drenando toda minha força e vontade de viver, ela me fez temer coisas que eu jamais tinha temido antes. Ela me fez criar inseguranças que antes não me incomodavam. Ela me fez chorar mais vezes do que eu sou capaz de me recordar.
Eu não a aguentava mais, eu precisava sair, eu precisava me curar dela. Infelizmente o emprego que eu precisava pra me livrar dela não veio. O que veio, ao invés, foi o Red Ballon.
O Red Ballon desbloqueou em mim o que faltava pra eu surtar. Como a Fernanda ja era algo que eu queria cortar da minha vida a muito tempo, no surto, ela foi a primeira coisa que eu pensei, enxerguei e quis aniquilar de mim.
Lá estava eu, fazendo tudo o que minha ansiedade mais temia e me destruía. Dia 01 de Junho eu pedi demissão, sem nenhuma perspectiva de outro emprego, de outra proposta, de algo que fosse tapar o buraco.
Eu só fui, e o mundo me abraçou.
No final de julho, quando as esperanças já estavam quase morrendo afogadas, o Colégio, que me contratou tão rapidamente quanto apareceu, me fez mudar minha vida do avesso.
Em pleno Agosto EU ME MUDEI. Minha casa mal estava pronta, faltam todas as coisas possíveis, porém eu estava lá, eu não tinha escolha. O colégio era muito longe do Itaim, longe até aqui.
Eu sofri, eu chorei. A solidão me atravessou, me penetrou. O medo, medo do desconhecido, medo de perder meus pais, de não fazer mais parte da vida deles, medo de não dar conta de estar sozinha, de não ter com quem contar, pra quem pedir favores.
E eu chorei, cada vez que eu ia embora da casa dos meus pais, cada vez que eles iam embora da minha casa. Nos dias a noite que eu mandava mensagem pra eles. Aquele aperto horrível. Ele me tomou inteira. E eu chorei.
Tive que lidar com diversas questões em mim, que agora, estavam escancaradas em minha frente. Eu estava sozinha, nada mais poderia me distrair de lidar com elas.
Até porque, a solidão e todo aquele tremor, vinham de algum lugar em mim que eu escondi e fingi que não existiam.
Os podcasts me ajudaram muito a encontrar companhia, conforto, respostas, reflexões e principalmente, encontrar a mim mesma. Me reaproximar das minhas amigas de infância, estar lá com elas num momento que elas precisavam e eu também. Isso fortaleceu muito. Afinal, a dor une.
Passei, não por vontade própria, a caminhar mais, pensar mais. Ouvir musicas que preenchiam meu coração. Tudo isso me ajudou muito a me acalmar, a me encontrar.
Voltei a ler, isso me ajudou a fugir das coisas que eu não queria pensar. Li a Seleção todinha, A herdeira, a série acotar, li um livro smut em inglês e bem duvidoso.
Fui obrigada, sem querer e paralisada de medo, a comprar e dirigir um carro. Corrida contra o relógio.
Agosto iniciou-se com um surto, setembro se arrastou-se adaptando-se, outubro tudo era calmo, e assim foi novembro e dezembro.
Auto descoberta, auto conhecimento.
Nesse ano também, tive que aprender a ser rejeitada. O Leo, tão rápido e insignificante, fez parte desse ano, após eu não querer mais ele, ele decidiu tomar frente e terminou comigo antes, para, logo em seguida, começar a namorar aquela menina feia. Depois fui rejeitada por aquele Gabriel, da USP, tão rápido quanto veio ele se foi. Depois pelo 1,94. Ah, esse acabou comigo, ele destruiu meu ego, minha confiança, minha vontade. Ele me afetou tanto, que estou ainda lidando com um bloqueio emocional. Depois o Vlad. Que frustração. O Vlad, como eu queria o Vlad, infernos. Gosto doce que rapidamente virou amargo.
Só rejeição.
Eu não gosto de ser rejeitada, isso fere meu ego mais do que qualquer outra coisa. Eu não compreendo, na verdade compreendo bem até. Eu não ACEITO, eu não aceito que possam não me querer.
Devo estar colhendo meu karma.
Fica pra 2023 a missão de trabalhar meus traumas, meu bloqueio emocional, minha compreensão do que é ser rejeitada.
Afinal, ser rejeitada, nada mais é do que saber que eu tentei, que eu me joguei, que eu tive coragem e fui atrás do que eu queria. Só faltou a teimosia e a persistência aceitarem e entenderem a hora de desistir. Me humilhar um pouco menos.
A LIÇÃO DE 2022 FOI - espere, mas espere vivendo.
OBRIGADA PELO MELHOR E MAIS PROFUNDO ANO DA MINHA VIDA. Até hoje.
Então é assim, envelhecer?
Ontem eu tinha 20 anos, jovem, sonhadora, com uma vida toda pela frente. Cheia de energia, cheia de coisas para aprender. Sedenta de tudo.
Hoje, mais próxima dos 30 do que dos 20. Algumas coisas passam a fazer mais sentido agora, algumas coisas deixaram de pesar, outras de importar. Algumas coisas simplesmente foram aceitas.
Estar perto dos 30, ainda na casa de meus pais, com minha casa construindo, sem filhos, sem um parceiro, mas com uma boa carreira. Isso tudo parece atrasado. Acredito que os jovens adultos tem um ritmo diferente de madurecimento, e eu me enquadro nele.
O que eu mais tenho me perguntado e refletido é sobre ter um parceiro, e SE vou ter um. Quanto mais vivo e mais experiencias tenho mais acredito que isso nunca vai acontecer. Aquele amor de anime, é surreal, inalcançavel. A Barbara jovem acredita nele, ela tem fé, só que agora ela é uma parte de mim. Parte de um todo que é mais sério e focado nas conquistas de adultos. Não há tempo para perder sonhando mais. E ta tudo bem.
Acho que enfim eu percebi que eu vou ser feliz sozinha. Que eu basto, e eu não preciso de ninguém para ser completa. É sobre isso que é envelhecer. É sobre reconhecer quem você é e ter ciencia que você só basta. Ficar sozinho não é o fim do mundo. Desde os 18, foram 9 anos, 6 deles namorando duas pessoas diferentes. Me ensinaram muito, e o principal, é que me ensinaram que eu não preciso deles. Eu precisei, mas não preciso mais. Foi por ter precisado tanto deles de maneiras diferentes, que não pude ser feliz.
A felicidade tem que morar em você, e não nos outros. Pois as pessoas se vão, e você sempre fica.
Autossuficiencia is a thing. As pessoas falam muito, mas acaba sendo algo abstrado, que as pessoas acreditam que ja alcançaram. Devia ser uma matéria na escola, ensinar que você essencialmente só precisa de si mesmo para ser um ser completo. Acho que a vida inteira me convenci que eu acreditava em tudo isso, mas a verdade é que eu não sentia.
Morrer sozinha? Talvez, espero que não. Mas tudo bem se sim.
Eu me basto.
E as portas estão fechadas? Não!
Nunca estiveram tão abertas, exatamente por não precisar de ninguém é que nunca foi tão gostoso dividir a vida com alguém que também é suficiente pra ele mesmo. Menos cobranças, menos expectativas, menos frustrações, menos pressão. Saber que somos livres pra ir e vir traz a leveza e a facilidade de estar com alguém que assim como eu, escolheu ficar.
Eu quero alguém que seja um ser completo para ser meu parceiro na vida. Alguém que escolha, em meio a todas as possibilidades, ficar. Alguém que acima de tudo entenda que eu sou completa e não preciso dele, mas que eu escolhi ficar com ele.
Love,
Barbara que voltou a respirar
Parte 1
La estava eu, indo para minha casa como todos os dias normais de minha vida. Era cerca de seis horas da tarde, eu estava no trem mais ou menos em um décimo do caminho, quando algo muito estranho começou a acontecer. O vagão onde eu me encontrava, pra variar, estava lotado, cheio de pessoas. Estou olhando pela janela, quando derrepente uma daquelas pessoas começa a atacar uma outra, ela esta endemoniada. A pessoas que ele mordeu também ficaram com o mesmo comportamento, então uns começaram a atacar aos outros. Eu entro em pânico, logo também seria atacada, procuro embaixo de um dos assentos um extintor de incêndio. Me abaixo e pego, bato na cabeça de dois que tentam me atacar, mas não adianta muito, aquilo já esta se espalhando por todo o vagão que eu estava. Só restava uma opção, fugir. Subo em cima de uns dos assentos, me ponho fora do trem, me segurando em uma fresta que tem um pouco acima da janela no lado de fora. O trem esta em movimento, eu quase caio, quase me puxam para dentro, porém eu consegui, eu subi em cima do trem. De onde estou consigo escutar os gritos histéricos vindo de onde estava. Precisava fugir dali logo antes que alguém viesse atrás de mim. Pular dali não dava, mesmo que eu conseguisse estava no meio do nada, nenhuma rua, nenhum ônibus, eu precisava esperar estarmos um pouco mais a frente no caminho. Fui andando em cima do trem, pulando de vagão em vagão, pensei em entrar em algum deles, mas logo percebi que eles também estavam tomados de medo, gritaria e dor.
Me sentei, tentando não cair nas badalações que aquela coisa fazia. Fazia cerca de uns cinco minutos que eu estava ali, parada, esperando algo que não sabia ao certo bem o que era. Então algo grande, preto e um pouco peludo pula na minha frente. Eu num sabia o que era, mas ele só podia estar ali para me devorar. Me pus de pé, quase me jogando de onde estava, quando ele disse.
- Vem comigo!
Claro que só podia estar de brincadeira, me devorar em chão seguro? Não, se quiser será aqui em cima mesmo, eu não iria facilitar minha morte.
- Não, não mesmo..
- Se você não quiser morrer é melhor vir comigo, logo eles te acharão aqui.
Bom né, como dizem " se correr o bicho pega, se ficar o bicho come". Escolho ir com ele, seria melhor morrer sendo devorada do que virar um possuído igual os outros.
Parte 2
Subi nas costas daquela coisa, passei a repará-lo melhor, ele tinha patas similares a de lobisomens, tinha uma postura como a de humanos, e orelha levantada como de cachorros atentos ao que escutam. Poderia até dizer que se assemelhava a Anúbis, o famoso deus da morte dos egípcios. Não tinha muitos pelos, mas era totalmente negro.
Ele pulou do vagão e começou a correr muito velozmente, dando pulos muito altos, sem se importar com meu peso, era como se eu fosse uma pena em suas costas. Logo ele começou a falar.
- O seu mundo esta sendo atacado por algo muito ruim, que não sabemos ao certo o que é. Essa coisa domina seus corpos, muda sua genética. Você poderia os chamar de zumbis, mas eles não se assemelham bem com esses seres que vocês inventaram. São demônios que entram sem seus corpos, os tornando totalmente agressivos, extintivos e irracionais. Eu e minha raça somos chamados de Amunt e viemos para a Terra tentar impedir a extinção dos seres humanos. Nós queremos proteger vocês ..
- Então quer dizer que não vai me devorar?
- Não, você é minha escolhida. Hoje, no mesmo horário que aconteceu seu ataque, a mesma coisa ocorreu em outros lugares. Desses lugares, outros de minha raça escolheram uma pessoa, um escolhido. Essa pessoa deveria ser a que sobrevivesse, a mais forte, mais inteligente, ou a mais sortuda. A partir do momento da escolha, nosso dever é proteger o ser humano
- Então quer dizer que o mundo vai acabar? - Falei com um ar de choro.
- Não, nós não deixaremos isso acontecer. Estamos preparando uma colônia, em um lugar muito distante de tudo. Lá cuidaremos dos sobreviventes. Para a colônia você tem o direito de escolher uma pessoa que irá levar conosco.
-Uma? Apenas uma? Eu não posso escolher uma! Meu pai e mãe, meus irmãos. Não posso abandoná-los.
-Não há outra forma, você só pode levar um
- Eu não posso escolher..
- Você é uma escolhida, é seu dever, tente lidar com isso
- Pelos menos meu pai e minha mãe, num posso viver sem eles..
- Ok. Dois, e ninguém mais.
Então fomos em direção a minha casa, buscar as únicas pessoas que eu poderia levar em plena segurança para a colônia
Parte 3
[...]